Não Há acaso no sentimento.
Cinco anos depois já entendo um pouco mais meu coração e fico feliz por saber que me sinto 100%. E é justamente neste momento em que me liberto à vida é que você me aparece. Dezenas, centenas, milhares de pessoas em um mesmo lugar... em apresentação única, um reecontro surpreendente.
Você saiu do nada...
Olhei pra traz e ao piscar simplesmente vejo você.
Tentando honrar meu compromisso fingi a mim mesma que estava tudo bem:
- Pra mim nada muda. Estou satisfeita e feliz com a pessoa que estou...ele gosta de mim como gostaria que gostasse... está tudo perfeito!"
Errei.
Procurei todas as maneiras a fim de parar de lembrar da sua imagem na fila, do seu olhar...
Tentei me destrair ao som de cordel e me entorpeci.
Entorpeci com fatores exteriores, à venda no local, e com a nostalgia, a teimosia, mágoa e a vontade de falar o que há alguns anos estava engasgado.
Contudo, maior que isso era o que no fundo sabia... sabia o que queria, o que sentia e de certa forma na mesma oportunidade nos achamos, saudosamentre de fatos recordamos e quase que ali mesmo nos entregamos.
Entregamos?
(Concordo. É uma palavra forte, masa sabemos que aconteceu...ficamos felizes, nos fizemos felizes, envergonhados, nos curtimos, sonhamos até aprendermos que de um dia pro outro nos tornarmos um só não é tão fácil assim.)
Encerramos...encerrou!
Continuamos...Ficamos... Gostamos... (ou eu gosto)
Não fujo mais do que sinto
Não quero mais esconder o que quero
Apesar de ter medo de você, é com você que quero ainda mais aprender, viver, ter um amigo, um irmão, um amante.
Sem tempo determinado pra começar, durar ou acabar. Sem preocupar. Sem doer. Sem chorar.
Quero um pouco mais de ti, meu pequeno marinheiro viajante.