quarta-feira, dezembro 13, 2006

Estranha Sensação

O que fazer quando não vejo caminho algum? Não sinto o que deveria? Ou não sinto o que queria? O Que fazer pra parar de sonhar ou parar de tentar substituir? Um sentimento, um momento, uma relação que foi... já foi! Mas que mesmo assim, ou até por este motivo, é que os outros são só os outros. Envolvo-me, mas não me dôo. Envolvo-me, mas não me entrego. Não sei se no fundo quero que dê certo ou se isso mais um fator externo. Não sei se estou querendo o que tento, não sei se estou tentando de fato o que quero. Depois de você, três apareceram, três ficaram três passaram... Depois de você, cada um a sua maneira, três me conquistaram, três me namoraram, mas nenhum dos três de encantaram como foi com você. Depois de você, tudo foi utópico. Foi só a ilusão de embarcar numa história sem paixão. Só o desleixo de meter os pés pelas mãos e perder três amores de verão. Depois de você, sem você me abati, me depreciei, me anulei, mas recuperei a tempo pra tentar recomeçar, mesmo sem amar. E foi só então que errei. Depois de tudo minha única decepção foi não dar valor a quem deveria jogar pro alto o que poderia e conseguir decolar num novo relacionamento. Depois de você, tive três peças fundamentais na vida. Nos quais, poderia hoje estar ao menos um ao meu lado. Contudo não consegui me entregar, me fazer acreditar e me apaixonar. Tive, não tenho mais. Tenho agora apenas o que não tive. A sensação de um namoro de dias, semanas ou meses que poderia ter dado certo se não fosse minha insana vontade de fazer diferente, tentar ser indiferente e não deixar aos meus “três fieis amantes” a impressão de que de fato o que queria era que fosse sério, que desse certo e que pelo menos enquanto pudesse fosse pra sempre. Fiz como fiz. Fiz sofrer, fiz querer... Por isso hoje vejo que minhas lagrimas não caem em vão. Só mostram um arrependimento tardio por querer, mas não mostrar que o que mais quero é recomeçar com apenas um desses três. No entanto, já não há mais como voltar atrás, como refazer, e até mesmo fazer “ele” crer que faço o que for preciso para me fazer acreditar. Afinal, foi ele quem me pediu, quem me convenceu que tentar um novo namoro não poderia ser tão ruim, que deveria me permitir. De fato tentei e não consegui, me escondi e agora que quero não tenho mais tempo. Não há mais razão para ele acreditar que só percebi que quero depois que o perdi... depois de não ter tentado amar.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Seu Novo Momento

É justamente quando pensamos em séries de momentos que devemos rever a vida. Ninguém melhor que você hoje pra saber disso. De certa forma, ou de todas, acho injusto o que aconteceu a você... até porque isso é resultado do processo do mundo que vem sendo criado pela burguesia ascendente que “tapa” olhos e ouvidos para a realidade, o que contraditoriamente você faz questão de levantar a bandeira oposta, uma bandeira pela igualdade de direitos, de conhecimentos, de recursos, enfim. Com ideologias tão marcantes creio que seu faro à liberdade, à igualdade e à socialização está ainda mais aguçado. É justamente por isso que ofereço meus préstimos, minha compreensão... contudo, sabemos que nada vem do acaso... sempre ouvi isso, mas de um tempo pra cá, este termo fixou (em mim) depois que me convenceu que ‘ele’ existe e é ‘ele’ quem faz a vida seguir adiante e ter sentidos inanimados que por vezes não percebemos pela sua primazia, mas vivemos por convicção. Momentos, em série, ou a série deles... é por eles que devemos rever conceitos, rever a vida, rever momentos... valorizar, priorizar, justificar, solidificar, ousar ou assegurar. Cada passo, cada nova chance de se viver, cada oportunidade. Certamente deve se ter a sensação de que nasceu novamente. (Em seu lugar acredito que sentiria assim só por pensar que poderia estar junto, mas o acaso me afastou... e ao acaso agradeço.) Deve estar se perguntando o porque das coisas ainda mais que antes... ou não... afinal, sabe muito bem que coincidências não existem foi culpa do acaso. Lugar errado, na hora errada. Tava escrito, fazer o que ?! Pois é. É nessas horas que temos muito a pensar no que fizemos, no que vivemos, de quem gostamos e se a hora é própria para despedirmos da vida... se fizemos tudo que deveríamos, se construímos o que sonhamos e se lutamos pelo que acreditamos com veemência e sabedoria. É nessa hora. Passado o momento vive-se outro.

Repense, reflita, reviva, reaviva, reacenda... certifique-se que trilha o caminho certo para conseguir passar pela viva com hombridade e credibilidade... marcando na história o que almeja ou na memória a saudade. Reveja conceitos, afinal esta pode ser a sua hora, sua nova chance... Você pode ser mais do que já foi, do que é, basta repensar, acreditar e escolher... basta reconhecer o que passou, ou não pra você.