Poucas coisas na vida de alguém trazem o que devem ser.
Poucas coisas vão além do imaginário ou sobressaem em dias de caos.
Muito do que é feito, do que é dito ou do que é visto impresciona, atordoa, faz menção à alguma realidade, ou simplesmente traduz e proporciona a contemplação de um sonho.
Poucas aparições na minha vida foram semelhantes a sua. Ao que foi, ao que continua sendo. Ao que é, e até mesmo ao que será quando tudo tiver um ponto final, uma vírgula ou quisá à uma utópica construção de reticências...
Tenho gostado do que ouço, do que leio, do que sinto... mas não do que vejo. Só mesmo porque não te vejo. Afinal estamos há quilômetros de distância e não podemos curar saudades...
Tenho gostado de ter um amigo colorido, que aos poucos pode se tornar incolor... e neutralizar uma eterna lembrança... um eterno sentimento de que valeu a pena...
Tenho gostado de um amigo colorido:
Que aos poucos pode trazer ...
Que aos poucos pode entender...
Que aos poucos pode ensinar...
Ou até que aos poucos pode mostar...
Não só a ele ou a mim... mas a vida, que nem todo amor nasce pra ser vivido...
Alguns como este, pode ser apenas pra ser sentido, pra ser lembrado, pra sempre saudado e pra ser amado.
Cada um em seu canto, sem impasses, sem desastres, sem desgastes.
Um amor que não se morre. Um amor que só se nasce!


