
sábado, abril 28, 2007
Reflexões III
- Querer vc não foi pecado. Pecado foi não ter realizado em tempo hábil o que deveria ter sido feito. Pecado foi tornar um suplício a convivência, a saudade, as palavras proferidas... Pecado foi saber o que queria e não ter tido coragem de assumir isso a você. Querer você não é pecado, pois... Pecado foi deixar de lado detalhes da vida por medo de querer... Foi frear a vida que estava em alta frequencia quando poderia ter seguido em frente claramente.
quarta-feira, abril 25, 2007
Eu, Jornalista.

Conversando com um amigo hoje pela manhã percebi o quanto tem sido difícil aceitar e encarar as mudanças que estão a cada dia mais próximas de se concretizarem. Localizado na mesma posição que me encontro, concordamos em muitas coisas e chegamos à conclusões realmente assustadoras.
Depois de quatro anos buscando o que de fato sempre acreditamos que seria nosso ideal, nossa profissão, estamos a um passo de nos tornarmos robôs, escravos da estética comunicacional que há tempos está inserida no mercado tradicional. Há quatro anos era tudo muito lindo, novidade e diferente. Ingressamos na faculdade realmente acreditando que poderíamos mudar o mundo, ou pelo menos nosso meio social através do trabalho, das palavras inseridas em jornais e revistas, de discursos proferidos nas telinhas, enfim, hoje não é bem isso que vivenciamos, não é mais isso que pensamos.
Ontem mesmo, um “calouro”, ‘hiper interessado’ no curso e em saber qual é a expectativa para minha vida profissional após o termino da faculdade, por pouco não ouviu um conselho inesperado. Foi mesmo por pouco, que não digo ao garoto:
- Desista! Desiste enquanto é tempo, enquanto não foi tomado pelo eu jornalista, enquanto tem a possibilidade de separar o estudante do profissional, enquanto sua alma não foi infectada pela arrogância, prepotência, pela frieza, pela falta de tempo, pela crueldade, pelo egoísmo...
Enfim, quatro anos em contato com toda essa esfera faz mais que capacitar um profissional, estes quatro anos são como uma nova gestação. Querendo ou não, nos tornaremos pessoas diferentes (e isso não é relativo, não ocorre somente aos fracos, mas aqueles que estão inseridos no mercado de trabalho, em contato com a podridão deste meio e, de certa forma, vêm se moldando para que no final das contas seja mais uma peça neste tabuleiro).
Há alguns dias ouvi de um amigo, colega, ou ex-colega de empresa (isso agora pouco importa) sobre o ser jornalista e o quanto isso pode incomodar as pessoas, influenciar nas opiniões a cerca da nossa (minha) personalidade, nortear as atitudes, pensamentos, comportamentos, etc. Creio que, foi depois disso que me coloquei a questionar alguns valores. Com isso, cheguei a conclusão que apesar de ter ficado chateada com o que ouvi, apesar te ter sido contra a impressão que ele teve e tem de mim e de ter até “sofrido” de certa forma com isso, por hora percebo que não estava errado.
Apesar de ser difícil de admitir e nem um pouco agradável, muitas vezes existe mais características de jornalista em mim do que eu gostaria... Tem sido constrangedor dar o braço a torcer, decepcionante ver que a profissão que escolhi tem mais defeitos que qualidades, que o mais provável é que nunca consiga mudar o mundo com minhas palavras e que haverá pouco menos de um ano para que o Jornalismo se torne realmente um diploma na parede, uma profissão. Todavia, surgem fatos relevantes que fazem questionar se apesar do certo amor que tenho por tudo isso, valerá realmente a pena participar desse sistema.
Hoje pela manhã, na ilha quadrada, uma conversa de futuro jornalista para futura jornalista fez-se assustar. Foram vários as atitudes que durante a conversa exemplificaram como fazemos (cada dia mais) parte desse processo, dessa onda de formação de jornalista e de extinção do que fomos, do que pretendíamos ser e até mesmo do que um dia sonhamos. Afinal, até isso perdemos, mecanizamos tanto sentimentos, atitudes, convivências que com o tempo somos mesmo incapazes de ver e acreditar em sonhos. Só o real, o indesejável, o sangue, a tragédia importa agora. Perdemos a esperança de melhorar a vida depois de lidar com tanta dor, ganhamos em nossas cabeças a noção real do tempo, pois, mais que qualquer um, ficamos aficionados aos ponteiros de um relógio, perdemos a realização utópica porque sonhar é um gesto tão nobre que depois de conviver e ver tanta maldade, já nos tornamos impuros a isso.
Eu, jornalista... Isso tem me assustado bastante. Apesar de saber que não vou mais mudar o mundo, não quero deixar todo esse mundo tão criticado me mude. Apesar de ter ficado magoada quando ouvi pela primeira vez que sou muito mais jornalista que imagino, não posso e nem quero mudar de profissão a essa altura. Quero tentar mudar o meu futuro, tentar tirar a jornalista daqui quando ela não for necessária, quando só minha presença bastar. Apesar de todos esses fatos, ainda sonho, sinto, vivo como se não participasse deste mundo maçante.
Ainda tenho esperanças, mas sigo com medo. Medo de ficar como algumas pessoas que encontrei em meu caminho de estagiária, medo por não querer mudar, por não saber até onde isso vai dar. E confesso tenho medo que de certa forma isso ocorra como uma reação em cadeia. Olhando pra trás percebo que já assustei outras pessoas com todas essas atitudes, mas só agora percebi que foram gestos, palavras, atitudes impensadas por se tratar de atos tão normais neste mundo, neste aquário, sem luz, sem cor e insensível que julguei por várias vezes ser completamente compreensível pelos outros mortais.
Um medo maior que todos é que isso tenha continuidade, o leite derramado dificilmente será recuperado, porém é possível fazer de tudo para não deixa-lo mais entornar. Pessoas já saíram da minha vida por isso e só hoje percebo e tomo como lição, até porque como já disse, não há mais como parar por aqui, amanhã será diferente, ou pelo menos tentarei que seja. Amanhã quero muito mais de mim no jornalismo do que o jornalismo em mim. E, se por acaso, nada disso der certo, largo tudo e viro hippie, pra viver, pra sentir, pra sonhar, pra amar ou simplesmente poder respirar.
Depois de quatro anos buscando o que de fato sempre acreditamos que seria nosso ideal, nossa profissão, estamos a um passo de nos tornarmos robôs, escravos da estética comunicacional que há tempos está inserida no mercado tradicional. Há quatro anos era tudo muito lindo, novidade e diferente. Ingressamos na faculdade realmente acreditando que poderíamos mudar o mundo, ou pelo menos nosso meio social através do trabalho, das palavras inseridas em jornais e revistas, de discursos proferidos nas telinhas, enfim, hoje não é bem isso que vivenciamos, não é mais isso que pensamos.
Ontem mesmo, um “calouro”, ‘hiper interessado’ no curso e em saber qual é a expectativa para minha vida profissional após o termino da faculdade, por pouco não ouviu um conselho inesperado. Foi mesmo por pouco, que não digo ao garoto:
- Desista! Desiste enquanto é tempo, enquanto não foi tomado pelo eu jornalista, enquanto tem a possibilidade de separar o estudante do profissional, enquanto sua alma não foi infectada pela arrogância, prepotência, pela frieza, pela falta de tempo, pela crueldade, pelo egoísmo...
Enfim, quatro anos em contato com toda essa esfera faz mais que capacitar um profissional, estes quatro anos são como uma nova gestação. Querendo ou não, nos tornaremos pessoas diferentes (e isso não é relativo, não ocorre somente aos fracos, mas aqueles que estão inseridos no mercado de trabalho, em contato com a podridão deste meio e, de certa forma, vêm se moldando para que no final das contas seja mais uma peça neste tabuleiro).
Há alguns dias ouvi de um amigo, colega, ou ex-colega de empresa (isso agora pouco importa) sobre o ser jornalista e o quanto isso pode incomodar as pessoas, influenciar nas opiniões a cerca da nossa (minha) personalidade, nortear as atitudes, pensamentos, comportamentos, etc. Creio que, foi depois disso que me coloquei a questionar alguns valores. Com isso, cheguei a conclusão que apesar de ter ficado chateada com o que ouvi, apesar te ter sido contra a impressão que ele teve e tem de mim e de ter até “sofrido” de certa forma com isso, por hora percebo que não estava errado.
Apesar de ser difícil de admitir e nem um pouco agradável, muitas vezes existe mais características de jornalista em mim do que eu gostaria... Tem sido constrangedor dar o braço a torcer, decepcionante ver que a profissão que escolhi tem mais defeitos que qualidades, que o mais provável é que nunca consiga mudar o mundo com minhas palavras e que haverá pouco menos de um ano para que o Jornalismo se torne realmente um diploma na parede, uma profissão. Todavia, surgem fatos relevantes que fazem questionar se apesar do certo amor que tenho por tudo isso, valerá realmente a pena participar desse sistema.
Hoje pela manhã, na ilha quadrada, uma conversa de futuro jornalista para futura jornalista fez-se assustar. Foram vários as atitudes que durante a conversa exemplificaram como fazemos (cada dia mais) parte desse processo, dessa onda de formação de jornalista e de extinção do que fomos, do que pretendíamos ser e até mesmo do que um dia sonhamos. Afinal, até isso perdemos, mecanizamos tanto sentimentos, atitudes, convivências que com o tempo somos mesmo incapazes de ver e acreditar em sonhos. Só o real, o indesejável, o sangue, a tragédia importa agora. Perdemos a esperança de melhorar a vida depois de lidar com tanta dor, ganhamos em nossas cabeças a noção real do tempo, pois, mais que qualquer um, ficamos aficionados aos ponteiros de um relógio, perdemos a realização utópica porque sonhar é um gesto tão nobre que depois de conviver e ver tanta maldade, já nos tornamos impuros a isso.
Eu, jornalista... Isso tem me assustado bastante. Apesar de saber que não vou mais mudar o mundo, não quero deixar todo esse mundo tão criticado me mude. Apesar de ter ficado magoada quando ouvi pela primeira vez que sou muito mais jornalista que imagino, não posso e nem quero mudar de profissão a essa altura. Quero tentar mudar o meu futuro, tentar tirar a jornalista daqui quando ela não for necessária, quando só minha presença bastar. Apesar de todos esses fatos, ainda sonho, sinto, vivo como se não participasse deste mundo maçante.
Ainda tenho esperanças, mas sigo com medo. Medo de ficar como algumas pessoas que encontrei em meu caminho de estagiária, medo por não querer mudar, por não saber até onde isso vai dar. E confesso tenho medo que de certa forma isso ocorra como uma reação em cadeia. Olhando pra trás percebo que já assustei outras pessoas com todas essas atitudes, mas só agora percebi que foram gestos, palavras, atitudes impensadas por se tratar de atos tão normais neste mundo, neste aquário, sem luz, sem cor e insensível que julguei por várias vezes ser completamente compreensível pelos outros mortais.
Um medo maior que todos é que isso tenha continuidade, o leite derramado dificilmente será recuperado, porém é possível fazer de tudo para não deixa-lo mais entornar. Pessoas já saíram da minha vida por isso e só hoje percebo e tomo como lição, até porque como já disse, não há mais como parar por aqui, amanhã será diferente, ou pelo menos tentarei que seja. Amanhã quero muito mais de mim no jornalismo do que o jornalismo em mim. E, se por acaso, nada disso der certo, largo tudo e viro hippie, pra viver, pra sentir, pra sonhar, pra amar ou simplesmente poder respirar.
Agradecimentos.:
* Aos carrascos de profissão,
* Ao meu amigo e futuro colega de PROFISSÃO >>> Dandan* (que concordou comigo quanto ao fato de sermos sugados pelo sistema)
* E a quem me faz ver isso e perceber que nem tudo está perdido.
By >>> Srtª: SAM
terça-feira, abril 24, 2007
Próxima Vez Que Me Instigar:
- Tô com vontade de chegar sem falar, beijar sem pensar pra depois poder arrepender só mesmo do fiz... não o contrário ( mas ainda tá faltando a CORAGEM... snif snif snif)
AA - Só Por Hoje...

Só por hoje não vou me entorpecer em você.
Só por hoje não vou pensar em você.
Só por hoje não vou sonhar, nem sentir seu perfume no ar.
Só por hoje, ou a partir de hoje, vou pensar que nunca conheci uma pessoa assim como você...
Que consegue me deixar confusa, perturbada, irritada, envergonhada, inconscientemente apaixonada ... sem nem mesmo saber o que fazer... Consegue fazer com que os sentidos se tornem a cada segundo mais estranhos, odeio te querer, por isso sigo querendo te odiar...
Enfim, só por hoje não respiro este ar que vem de ti.
Só por hoje espero seguir sem pensar em fugir ou em me aproximar...Só por hoje, sentirei que nunca nem mesmo te vi... aqui, ali, ou em qualquer lugar.
Preciso Dizer Que Te Amo

Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos.
E eu nem sei que hora dizer
Me dá um medo (que medo)
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É que eu preciso dizer que eu te amo
Tanto
E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero ser teu amigo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo
Tanto
Eu já não sei se estou me estourando
Ah, eu perco o sono
Lembrando em cada riso seu qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira a noite inteira.
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo
Tanto.
Cazuza / Bebel Gilberto
segunda-feira, abril 23, 2007
Odeio Querer Você
Tem coisas que não podem mais esperar...
Agora é a hora de sumir, ou pelo menos tentar...
Sentir algo mais por você não está sendo conveniente. Logo eu que sempre preguei amizade em primeiro lugar...
Sentir o que está a se tornar mais forte a cada dia está sendo capaz de me deixar sem saber o que fazer... o que faz com que eu acaba agindo sem pensar.
Falo coisas que não quero. Solto meio que sem querer o que sinto por você... e depois corro pra não ser 100% compreendida. É como se quisesse sem querer e depois me arrependesse de querer.
Tenho muito medo de você...
Só quero sumir pra te esquecer... e certamente é isso que tentarei fazer...
"Estar apaixonando" por você só é bom quando te vejo... de resto só tenho me sentido mal por querer mais que um amigo...
Desculpe, mas sumir será preciso!!! Não sei até que ponto será bom, porém acredito que a assim, deixo esse sentimentalismo de lado e volto a ser a amiga, ou colega que um dia fui!!!
Apesar de querer você, existe alguma coisa, ou alguém que me manda sair fora... partir pra outra e não entrar nessa roubada. -Seria eu mais um gado?- Pois bem, é justamente o que não quero, me conhecendo sei que só não posso me deixar apaixonar... Não por me preocupar com você, e sim, comigo...
Seria péssimo sofrer por essa coisa platônica e ridícula... É justamente dessa maneira que vejo o que sinto... uma paixonite de adolescente que não muda nada, não consegue mudar ninguém.
Odeio querer você, mas não consigo te odiar sem antes pensar em te Amar
quarta-feira, abril 11, 2007
Reflexões II
Querer um querer sem poder pode servir de mártir não sei pra que.
Querer um querer sem poder pode trazer força pra me dedicar não sei a que.
Querer um querer sem poder... foi só por isso que não fui capaz de me aproximar de você.
Quero um querer que não posso, quero um querer que não tenho... e que, se um dia já tive possiilidades de ter... elas não existem mais. O tempo é unico, não voltam atrás.
Querer um querer sem sentir, sem saber, sem viver...
Se quisesse a mim, como quero você...
Este seria um simples querer, desses que se pode querer, que se pode ter e que se pode viver.
segunda-feira, abril 09, 2007
O Paradoxo do Nosso Tempo
(George Carlin)
Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre.Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.
sábado, abril 07, 2007
Papai do Céu
- Preciso de um amor que dure até o fim da vida, ou quem sabe, até o fim do ano!!! (rs)
Reflexões
Não sei se te quero por que te quero.
Se te quero por que te gosto.
Se te quero por que não posso...
ou se te quero por que eu gosto.
Não sei de muita coisa...
Mas querer você está sendo mais que desejar saber por que a vida é bela, por que a água não tem cor, ou por que quando vejo seus olhos os meus acham que m dia pode dar em amor.
Não sei por que te quero, pois talvez devia não querer.
Não sei por que espero, se quando chega eu penso em correr.
A verdade é que não sei por que te quero se acredito é impossível e muito feio te querer.
(Amigos são amigos e não amores) Quem disse isso?Aff... Rogou uma maldição a humanidade!!!
Eu e Você ... ou Você e Eu?
Complexo.
Relativo.
Cósmico.
Instintivo.
Controlado,
Impulsivo...
tem coisas que só são possiveis há certa hora, em certo dia... depois disso, carissímos colegas...
JÁ ERA!
Se Pudesse...
Volto no tempo, refaço meus atos e percebo que a unica coisa q mudaria é o que há entre vc e eu!
Tive muito medo do que vi, mas é claro que gostei!!!
Não sei ainda como nem por que... mas existe "a pessoa" que está se tornando, a cada dia, mais especial pra mim. - Pena que sentir isso pode ser chato, por ele ser um amigo.
sexta-feira, abril 06, 2007
Era Uma Vez ...
Era uma vez uma garota que começou o ano de 2007 da melhor maneira possível. Vestiu-se de branco, pulou 7 ondas, agradeceu a Yemanjá pelo ano que acabava, fez a simpatia das sete uvas, abraçou os amigos as 0 hora, viu o sol nascer no primeiro dia do ano, enfim, fez uma recapitulação de tudo que passou, caracterizou as prioridades para o ano que estava chegando e decidiu não se entregar a nenhum encantamento que pudesse fazê-la sofrer.
Seu único problema foi não conseguir mandar em seus sentimentos. Mesmo com a vontade de levar a vida sem se envolver, de priorizar mais que nunca seus projetos profissionais e de pensar somente em seu ultimo ano de faculdade, foi num dia qualquer, durante suas atividades diárias – rotineiras - que se deparou com uma pessoa que em pouco tempo despertou nela um carinho diferente. Um encantamento que há muito não sentia. Algo que por hora podia se dizer fraterno, por outra um sentimento mais envolvente, mais carnal.
Não foi de repente, mas se surpreendeu quando percebeu que estava a um passo de se apaixonar por um amigo seu. A frustração de não “poder” falar o que sentia, o que pensava e de não conseguir explicar algumas reações inusitadas a ele, foi trazendo o receio de vê-lo, a vergonha de que fosse descoberta e que fosse punida com a indiferença do rapaz. A cada dia que passava, essa tal vergonha de estar sentindo o que de fato sentia, foi dando a ela a sensação de que estava traindo a confiança do seu amigo,traindo a credibilidade que estava sendo dada um relacionamento de amizade, quando na verdade, outros sentimentos apareciam.
Num momento de euforia este sentimento ficou evidente. Já no dia seguinte, veio o arrependimento e a vontade de sumir, de se esconder de tudo, de todos, inclusive dele. A sensação de ter feito “merda” não saia dela e seus pensamentos não deixavam de pensar nele.
Algumas coisas mudaram e de certa forma ajudaram, um pouco, para que conseguisse conter este sentimento e guarda-lo de maneira que ninguém pudesse perceber que este foi um encantamento mal sucedido.
O tempo passava, e na memória guardava cada olhar, cada sorriso. Durante este tempo, foi pesado prós e contras, revisto lembranças, ocasiões, mensagens e chegou à conclusão de que não adiantava brigar sozinha, não valia a pena colocar uma amizade em risco só para não perder um “possível amor”.
Tempos depois se surpreendeu, mesmo sem saber por que. Teve medo do que viu, mas gostou. Teve vergonha do que sentiu, mas sentia também que recebia algo em troca naquele mesmo momento. Um momento que trouxe arrependimento por ter sido racional demais, por não ter dito o que queriam ouvir, por não ter feito o que queria fazer e o que esperavam que ela fizesse. Momento este que há muito não sai da sua cabeça, que a fez rever atitudes, pesar conceitos, imaginar como teria sido se fosse diferente e se, de fato “aconteceu” da maneira que sentiu ou se todas essas sensações e conclusões não são mais uma “peça” pregada por um sentimento reprimido.
Era uma vez essa garota....
Era uma vez a chance que poderia ter ... se é que ela existiu mesmo.
Depois de ter pensado ao invés de sentir, depois de ter falado ao invés de agir, percebeu que aquele era o fim de qualquer possibilidade de sucesso, de começo. O orgulho quando ferido não dá “brecha” a uma segunda chance. Se por vergonha esperava por um gesto de receptividade a essa vontade, a esse desejo, por medo deixou a oportunidade passar. Uma oportunidade que certamente, por conhecê-la e conhece-lo, parece mesmo impossível de voltar.
Queria poder ajudar, mas é mesmo difícil entender esses (tais) “HOMO SAPIENS”.
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