quarta-feira, junho 18, 2008
Por onde anda a inspiração?
Estaria esperando o momento certo para aparecer, ou estaria ela se escondendo para não mais cometer o erro de se expor mais que deveria?
Algumas coisas vêm com o tempo. A maturidade certamente é uma delas.
Tempo. Assunto interessante este não?! São muitos os fatores diretamente ligados a ele. Como a saudade, o tédio, a correria, o descaso, o acaso, as coincidências, o sucesso, a raiva e o amor. Sim, o amor. Um sentimento assim tão nobre e a mercê do tempo.
(Mas não é foi pra falar do tempo que resolvi escrever. Talvez fique aqui uma sugestão para próximos textos, quem sabe.)
Escrever...
Uma terapia, uma sensação de poder tirar a limpo todos os pensamentos que rodam uma cabeça pensante e um coração que teima em optar por caminhos “errados”.
Escrever...
Uma profissão. Um modo de ganhar a vida fazendo o que julgo saber.
Escrever...
A maneira que encontro para falar o que não sei dizer.
A escrita às vezes é tortuosa. São palavras quem vem em ondas rápidas, através de um vento intenso sem nexo certo. É preciso parar por alguns instantes para conseguir colocar, como num quebra-cabeça, cada uma em seu exato lugar.
Como todo bom ser humano, às vezes me perco entre elas. Teria companhia melhor do que as letras? Elas expressam, elas entendem, elas escutam e em algumas ocasiões até me mostram um caminho melhor.
O que o tempo teria então a ver com a escrita? Ou melhor, com a minha falta de inspiração para escrever? Conto-lhes então para não achar que eis aqui uma louca que passa de um assunto para o outro sem nem mesmo tentar explicar o que aconteceu.
O (meu) tempo e a (minha) inspiração são inversamente proporcionais ao que vivo, o que vejo e, às palavras que teimam em não querer sair. Ou não, né!?
Ah! Seria Freud capaz de me explicar?
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