sábado, julho 25, 2009

Eu que sou mais ou menos assim eu já acostumei.

sábado, julho 11, 2009

Hoje de manhã

Hoje, pra variar, acordei pensando em você, peguei um pedaço de papel e nele transcrevi apenas o que você deveria saber ao receber aquele embrulho. Arrumei algumas coisas, tomei um banho, me troquei. Tirei da carteira a "carta" que já estava lá há algum tempo a sua espera, abri seu presente e a coloquei lá dentro junto com outras coisas pra você, fechei o saco prateado com um laço vermelho, coloquei dentro de uma sacola e saí de casa.
Subindo a rua fui pensando se teria mesmo coragem de me despedir de você em silêncio, sem olhar pra você, ouvir sua voz, ou sentir seu cheiro... mas ao mesmo tempo, lá no fundo, sabia que não teria outra saída. Cheguei no correrio (lugar que há tempo não ia) e pedi uma caixa para sedex. Assim foi feito. Arrumei seu presente dentro da caixa e sobre ele deixei um pequeno recado. Fechei a caixa, anotei o remetente e destinatário e retornei a fila. Enquanto as duas pessoas que estavam em minha frente eram atendidas quase desisti, quase me viro e volto atrás, mas dessa vez algo falou mais alto que o coração e lá fiquei.
Chegou a minha vez. Sedex simples? - perguntou o atendente. Simples?! Muito pelo contrário. - pensei. Respondi que sim. Naquele momento ele pegou um largo durex amarelo e azul e começou a lacrar a caixa, de um lado a outro, de cima pra baixo... Meus olhos se encheram de lágrimas, minha voz ficou trêmula e meu coração apertado. É como se estivesse lacrando de vez aquela história, quase dois anos, muita espera, muitas esperanças... Estava difícil de acreditar que eu havia tomado aquela iniciativa, estava orgulhosa de mim, mas sabia que estava prestes a perder o que nunca tive, pra sempre.
(...)

Momento III

"Vamos ver..."
"A gente vê..."
Ao meu ver, frases vagas demais...
Mas que levaram a alguma decisão.
Acabou!

sexta-feira, julho 10, 2009

50 Receitas (pra te esquecer)

Composição: Leoni Eu respiro tentando Encher os pulmões de vida Mas ainda é dificil Deixar qualquer luz entrar... Ainda sinto por dentro Toda dôr dessa ferida Mas o pior é pensar Que isso um dia Vai cicatrizar... Eu queria manter Cada corte em carne viva A minha dôr Em eterna exposição E sair nos jornais E na televisão Só prá te enlouquecer Até você me pedir perdão... Eu já ouvi 50 receitas Prá te esquecer Que só me lembram Que nada vai resolver Porque tudo Tudo me traz você E eu já não tenho Prá onde correr... O que me dá raiva Não é que você fez de errado Nem seus muitos defeitos Nem você ter me deixado Nem seu jeito fútil De falar da vida alheia Nem o que eu não vivi Aprisionado em sua têia... O que me dá raiva São as flôres E os dias de sol São os seus beijos E o que eu tinha sonhado prá nós... São seus olhos e mãos E seu abraço protetor É o que vai me faltar O que fazer do meu amor?...

quarta-feira, julho 01, 2009

Momento II

Talvez seja mesmo bom parar agora e pensar no que estávamos fazendo conosco. Talvez seja mesmo bom acabar com tudo e deixar pra trás toda nossa história. Te amei calada e por isso não tenho nem o direito de lutar por você agora. Estou perdendo você mesmo nunca tendo tido você de fato. Amei e não me arrependo por isso. Guardarei comigo cada momento, cada conversa, cada sorriso que ví sair do seu rosto. Foram quase dois anos de muitos sonhos, muitas esperanças e vontades. Por diversas vezes acreditei que poderíamos 'dar certo' e, talvez seja por isso, insistí tanto "em nós". Vou levá-lo comigo sempre. Um amor assim não tem como apagar.